terça-feira, 24 de novembro de 2009

Uma quarta bem cultural

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Nesta quarta (25), 8ª edição do projeto Quarta Cultural do Mercado de Petrópolis que irá prestar uma homenagem à Glorinha de Oliveira. No roteiro, apresentação de Luciane Antunes ao lado de Dudu Campos na percussão e Gláucia Santos no violino.
No repertório, composições próprias e também algumas versões de compositores como Miltom Nascimento. Várias atrações farão parte desta quarta, como o show da intérprete Lene Macêdo.

Serviço:
14h - Feira de Artesanato e Antiguidades
18h30 - Shows artísticos

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pinóquio existe e é brasileiro


É verdade. Esse governo perdeu a circunspeção de vez. Ninguém sabe mais o que é verdade ou o que é mentira. Trabalha-se com o benefício da dúvida.
O presidente e chefe da nação, diz para milhares de brasileiros, através do seu programa de rádio que:
- O mensalão foi a maior armação contra o meu governo

Verdade ou mentira?

No episódio do apagão, Dilma e o ministro Lobão, foram categóricos:
- Foi raio, chuva, tempestade.

O INPE, desmetiu afirmando que num raio de 50km das linhas de transmissão não houve nenhum tipo de problema atmosférico.
Quem está mentido? Quem está dizendo a verdade?

Lula vem ao Rio Grande do Norte, nesta quinta (19/11) para inspecionar as obras de uma "refinaria".

Verdade ou mentria?

A refinaria, o país inteiro sabe, foi dada ao estado de Pernambuco que não produz nem óleo de cozinha, a um custo de US$ 12 bilhões de dólares. A outra já foi anunciada que será construída no Ceará, que também não produz nem óleo para máquina de costura.
O que está sendo anunciada como "refinaria" no Rio Grande do Norte, maior produtor de petróleo em terra e o segundo em mar, do país, é na verdade a ampliação das instalações do pólo de Guamoré e terá um custo irrisório de US$ 215 milhões de dólares. O que verdade estão chamando de "refinaria" não passa de "um posto de gasolina avançado".

O que é mais lamentável em tudo isso é que a imprensa é conivente e os políticos de meia tigela também. A sociedade do RN já deu um bom troco a Lula na campanha para prefeito em 2008. Ele tentou usar o seu prestígio que "elege até poste" e se deu mal. Foi derrotado no primeiro turno pela candidata do senador José Agripino.

É para acobertar verdades como essa, como a do mensalão, como a do apagão que o PT esta defendendo o controle público e sanções à imprensa leia aqui.

A sociedade brasileira tem que ficar vigilante hoje e sempre. O PT quer se manter no poder a todo custo e para isso fará o que for necessário, sem limites. Existem outras afinidades entre Brasil e Venezuela, além do petróleo. O único plano que o PT tinha ao chegar ao governo era o de se manter no poder. O mensalão fazia parte desse plano. Existem outros que estão à nossa vista e poucos conseguem ver. Mas, os sinais estão aí, bem claros e passam pela Petrobrás, Caixa Econômica Federal e outras vias.

Só nos resta uma esperança que é a de acreditar que os poucos políticos honrados consigam por ordem nessa casa que está tomando outro rumo em nome do progresso.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

O que OVNIs tem a ver com você

O assunto é sério. Muita gente costuma fazer piadas. Outras são indiferentes e uma grande maioria já aceita como verdadeira: OVNIs EXISTEM!
Chegamos ao ponto que não cabe mais questionar se existe ou não. A questão agora é por que o assusnto ainda é mantido como "top secret" pelos governos em todo mundo? Um movimento nos Estados Unidos liderado pelo Dr. Steven Greer, que já reuniu mais de 400 depoimentos de pessoas diretamente envolvidas com o tema, de militares a operadores de voo, trabalha junto ao Congresso Nacional americano e às lideranças mundiais com o objetivo de conscientizá-las sobre a importância do assunto. Alguns desses depoimentos, 21 no total, fizeram parte de uma conferência para a imprensa americana. É uma oportunidade única para você assistir e saber mais sobre o tema e se conscientizar de como isso afeta diretamente a sua vida, creia ou não que OVNIs existem. É só dar play que os vídeos são carregados automaticamente. Embora longo, são 10 vídeos de 10 minutos cada, é um tempo que você vai dedicar a um assunto que diz e afeta o nosso cotidiano. E por que o assunto é secreto?

O asssunto é secreto porque o lobby das grandes corporações é mais poderoso do que a nossa vã filosofia possa imaginar. Interesses financeiros e comerciais precisam ser preservados mesmo que isso custe a vida de milhões de pessoas, mesmo que isso exponha a vida do planeta ao extremo, gerando o caos e acontecimentos catastróficos inimagináveis. É a indústria das guerras, dos remédios, dos combustíveis fósseis e de uma verdadeira cadeia alimentar que dela faz parte, apenas para citar algumas. Há mais de cinquenta anos que a ciência estuda a tecnologia avançada dos discos voadores. Alguns desses objetos que sofreram pane estão em bases ultra-secretas dos Estados Unidos e é sabido que a nossa ciência já domina tecnologia para substituir o combustível fóssel, para gerar energia limpa e de outros benefícios que reduziriam a praticamente zero a poluição que tantos males tem feito ao nosso planeta. Para citar um exemplo do lobby poderoso desses grupos, temos um dado recente - a CPI da Petrobrás. Ela, simplesmente, calou a boca da nossa mídia à custa de um poderoso argumento: bilhões de reais. Resultado: a pizza nem chegou a ir ao forno. O Brasil, aliás, está indo na contra-mão do pensamento mundial. Enquanto nos demais países já existe uma preocupação maior pela busca de combustíveis limpos, o Brasil, num ano pré-eleitoral, descobre o tal "pré-sal". Informações dão conta de que serão gastos bilhões e bilhões de dólares e de anos e anos até sua exploração comercial. Somos um dos poucos países no mundo com várias alternativas de produzir em larga escala combustível e energia limpas. Esse pré-sal tem toda a cara de mais um plano eleitoreiro que tem levado governadores e prefeitos a pedir uma latinha óleo, que certamente, será dada em troca de votos.
O Brasil que tem um momento histórico para se tornar uma grande potência mundial e exercer uma efetiva liderança, vive uma das suas piores crises institucionais com os poderes executivo, legislativo e judiciário totamente desmoralizados e sem credibilidade. Quando o presidente da nação chega ao ponto de dizer que " o mensalão foi uma armação contra o seu governo" o que podemos esperar desse governo. Um governo que insiste com uma candidata que não reúne as melhores credenciadas para chefiar o país e o faz apenas porque o atual ocupante quer voltar a governar quatro anos depois e confia nesse pessoa para assegurar a sua volta.
Tudo isso, caro leitor, tem a ver com OVNIs, tem a ver com você. Pois, afinal, tudo, tudo mesmo, depende de você. Assista ao vídeo e tenha um nova visão do mundo que nos cerca. Não estmos sós e temos que agir para preservar a vida em nosso planeta.


sábado, 7 de novembro de 2009

A marca dele

Um voo. Três pássaros. A sutileza. Um sorriso. Quem é capaz de fazer esse desenho de arte no horizonte? Qual a mensagem? Um novo dia? Uma esperança? SORRIA!

Uma janela para vida


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A política social de Lula


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quem te viu, quem te vê

Produção de 1950 dos Estúdios Disney que mostra a apresentação do Pato Donald ao Zé Carioca. A música Aquarela do Brasil é tema para o cenário do Rio Janeiro. Bons tempos que não voltam mais.




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Leitor do blog reclama

Foto Walter Medeiros

Depois de décadas de sol, chuva, lama e buracos, aguardando obras de asfalto, os moradores da rua Neusa Farache, em Capim Macio, assistem a uma verdadeira demonstração de como não trabalhar em obras públicas. Há cerca de três anos começaram as escavações para instalação de saneamento. Nesse período foram instaladas tubulações e entradas para as residências. Aí mudou a construtora. Certo dia, quando menos esperavam os moradores depararam-se com uma turma de operários começando escavações para fazer o que já tinha sido feito: colocar as tubulações. Foi informado do serviço anterior e suspenderam. O tempo passou. Cerca de um ano depois, agora chega uma nova construtora escavando, para saber o que terá sido feito. Será que as obras de engenharia funcionam sempre assim mesmo? Não haveria em algum lugar registros, documentação sobre o que foi feito e o que certamente falta fazer? É por estas e outras que vez por outra aparecem informações sobre ruas que teriam sido calçadas de acordo com projetos “executados”, mas que continuam no chão primitivo.

Texto de Walter Medeiros, cidadão, brasileiro, natalense.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O jogo político e seus episódios

Clique play e assista alguns momentos recentes de nossa combalida República:


sábado, 31 de outubro de 2009

Para onde vamos?


A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio “talvez” porque alguns estão de tal modo inebriados com “o maior espetáculo da terra”, de riqueza fácil que beneficia a poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?

Só que cada pequena transgressão, cada desvio, vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advenha do nosso Príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o país, devagarinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade, que pouco têm a ver com nossos ideais democráticos.

É possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista” deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública. Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental em uma companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem qualquer pudor, passear pelo Brasil às custas do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?

Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do “autoritarismo popular” vai minando o espírito da democracia constitucional. Essa supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os “projetos de impacto” (alguns dos quais viraram “esqueletos”, quer dizer obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Em pauta, temos a transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no orçamento e minguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo TCU. Não importa: no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “Minha casa, minha vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.

Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo “Brasil potência”. Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU – contra a letra expressa da Constituição – vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que tivesse se esquecido de acrescentar “l’État c’est moi”. Mas não esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender “nosso pré-sal”. Está bem, tudo muito lógico.

Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados. Foi no “dedaço” que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições, sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.

Ora dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso, os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil, os fundos de pensão não são apenas acionistas – com a liberdade de vender e comprar em bolsas – mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou “privatizadas”. Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde.

Fernando Henrique Cardoso
ex-presidente